01. (UEL-PR)
O Parnasianismo brasileiro foi um movimento
02. (UFPE),É incorreto afirmar que, no Parnasianismo:
03. (UFRGS-RS) Com relação ao Parnasianismo, são feitas as seguintes afirmações.
I – Pode ser considerado um movimento anti-romântico pelo fato de retomar muitos aspectos do racionalismo clássico.
II – Apresenta características que contrastam com o esteticismo e o culto da forma.
III – Definiu-se, no Brasil, com o livro “Poesias”, de Olavo Bilac, publicado em 1888.
Quais estão corretas?
04. (UEL-PR) Olavo Bilac e Alberto de Oliveira representam um estilo de época de acordo com o qual
05. (PUC-Campinas-SP)
O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;
Sangram, em laivos de ouro, as minas, que a ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre;
E cada cicatriz brilha como um brasão.
O ângelo plange ao longe em doloroso dobre.
O último ouro do sol morre na cerração.
E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,
O crepúsculo cai como uma extrema-unção.
Podemos reconhecer nas estrofes acima do poema Vila Rica, de Olavo Bilac, as seguintes características do estilo de época que marcou sua poesia:
06. (CEFET-PR)
E sobre mim, silenciosa e triste,
A Via-Láctea se desenrola
Como um jarro de lágrimas ardentes.
(Olavo Bilac)
Sobre o fragmento poético não é correto afirmar:
07. Leia o soneto a seguir.
XXXI
Longe de ti, se escuto, porventura,
Teu nome, que uma boca indiferente
Entre outros nomes de mulher murmura,
Sobe-me o pranto aos olhos, de repente...
Tal aquele, que, mísero, a tortura
Sofre de amargo exílio, e tristemente
A linguagem natal, maviosa e pura,
Ouve falada por estranha gente...
Porque teu nome é para mim o nome
De uma pátria distante e idolatrada,
Cuja saudade ardente me consome:
E ouvi-lo é ver a eterna primavera
E a eterna luz da terra abençoada,
Onde, entre flores, teu amor me espera.
BILAC. Olavo. Melhores poemas. Seleção de Marisa Lajolo. São Paulo: Global, 2003. Página 54.
Olavo Bilac, mais conhecido como poeta parnasiano, expressa traços românticos em sua obra. No soneto apresentado observa-se o seguinte traço romântico:
08. Em relação ao poema “A Morte de Tapir”, qual das opções a seguir está incorreta:
09. Qual das opções a seguir está incorreta:
10. Leia o poema “Inania Verba”.
Ah! quem há de exprimir, alma impotente e escrava,
O que a boca não diz, o que a mão não escreve?
— Ardes, sangras, pregada à tua cruz, e, em breve,
Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava…
O Pensamento ferve, e é um turbilhão de lava;
A Forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve…
E a Palavra pesada abafa a Idéia leve,
Que, perfume e clarão, refulgia e voava.
Quem o molde achará para a expressão de tudo?
Ai! quem há de dizer as ânsias infinitas
Do sonho? e o céu que foge à mão que se levanta?
E a ira muda? e o asco mudo? e o desespero mudo?
E as palavras de fé que nunca foram ditas?
E as confissões de amor que morrem na garganta?
BILAC. Olavo.Melhores poemas. Seleção de Marisa Lajolo. São Paulo: Global, 2003.
Em relação ao poema, pode-se afirmar que:
11. Leia as estrofes a seguir:
O aroma dessa flor, que o teu martírio encerra,
Se imortalizará, pelas almas disperso:
- Porque purificou a torpeza da terra
Quem deixou sobre a terra uma lágrima e um verso.
(“A Avenida das Lágrimas”)
O Pensamento ferve, e é um turbilhão de lava;
A Forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve…
E a Palavra pesada abafa a Idéia leve,
Que, perfume e clarão, refulgia e voava.
BILAC. Olavo. Melhores poemas. Seleção de Marisa Lajolo. São Paulo: Global, 2003.
Escreva um parágrafo comparando as duas estrofes, retiradas de dois diferentes poemas de Olavo Bilac.
12. Leia o seguinte soneto, “Abyssus”, de Olavo Bilac:
Bela e traidora! Beijas e assassinas…
Quem te vê não tem forças que te oponha
Ama-te, e dorme no teu seio, e sonha,
E, quando acorda, acorda feito em ruínas…
Seduzes, e convidas, e fascinas,
Como o abismo que, pérfido, a medonha
Fauce apresenta flórida e risonha,
Tapetada de rosas e boninas.
O viajor, vendo as flores, fatigado
Foge o sol, e deixando a estrada poenta,
Avança incauto… Súbito, esbroado,
Falta-lhe o solo aos pés: recua e corre,
Vacila e grita, luta e se ensanguenta,
E rola, e tomba, e se espedaça, e morre…
Redija um parágrafo discorrendo acerca da relação entre o eu lírico e seu objeto de atração.
13. Leia o soneto “A Sesta de Nero”, de Bilac:
Fulge de luz banhado, esplêndido e suntuoso,
O palácio imperial de pórfiro luzente
E mármor da Lacônia. O teto caprichoso
Mostra, em prata incrustado, o nácar do Oriente.
Nero no toro ebúrneo estende-se indolente...
Gemas em profusão do estrágulo custoso
De ouro bordado vêem-se. O olhar deslumbra, ardente,
Da púrpura da Trácia o brilho esplendoroso.
Formosa ancila canta. A aurilavrada lira
Em suas mãos soluça. Os ares perfumando,
Arde a mirra da Arábia em recendente pira.
Formas quebram, dançando, escravas em coréia.
E Nero dorme e sonha, a fronte reclinando
Nos alvos seios nus da lúbrica Pompéia.
Escreva um parágrafo identificando os principais traços parnasianos do soneto.
14. Leia o soneto “Vila Rica”, de Bilac:
O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;
Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre:
E cada cicatriz brilha como um brasão.
O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,
O último ouro do sol morre na cerração.
E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,
O crepúsculo cai como uma extrema-unção.
Agora, para além do cerro, o céu parece
Feito de um ouro ancião que o tempo enegreceu...
A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,
Como uma procissão espectral que se move...
Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...
Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.
Ao longo do poema, de forma metafórica, a imagem do ouro adquire diferentes sentidos. Redija um parágrafo os destacando e explicando seu possível significando no âmbito de cada estrofe.
15. Leia o “Soneto XIII” de “Via Láctea”:
Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.
O poema possui uma estrutura dialógica. O amigo do eu lírico o acusa de devanear. Escreva um parágrafo parafraseando a posição do eu lírico e explique em que sentido o conceito de amor presente no poema se distancia das obras mais eróticas de Bilac.